crise de 2008 - subprime

A crise do subprime começou quando os bancos norte-americanos provocaram o despencar das cotações na Bolsa de Valores de Nova York, por causa da concessão de empréstimos lastreados em hipotecas de alto – depois altíssimo – risco, levando bancos de investimento a situações de completa insolvência, e desencadeando reações em cadeia nas bolsas de valores. 

enfin. Estas, assumindo o papel de caixa de ressonância de um mercado de crédito atônito com a falta de confiança que se se alastrou pelo mundo financeiro, viram seus índices cair dramaticamente. 

Feito um rastilho de pólvora, essa desconfiança no crédito abalou a estrutura de capitalização de dezenas de milhares de empresas ao redor do mundo, todas elas com suas ações listadas em dezenas de bolsas. 

Ficou claro, mais uma vez, que administrar dinheiro gera sempre problemas, especialmente por falta ou por excesso de regulamentação. Na ocasião, a desregulamentação era a tônica das operações dos mercados financeiros. Estes desequilíbrios trazem inquietação – quando não o pânico – aos investidores e às populações. 

A crise surgiu da concessão indiscriminada de créditos imobiliários, que foram tomados no mercado secundário de hipotecas, pela Fannie Mae e pela Freddie Mac, empresas controladas pelo governo americano. Estes créditos geraram derivativos, em especial CDSs - Credit Default Swaps, que, segundo o Banco de Compensações Internacionais, chegaram à casa dos U$ 62 trilhões em 2008.

A partir daí, os ativos que garantiam as operações (os imóveis financiados) perderam valor, e derivativos de crédito não ajustados diariamente (porque giravam num mercado de balcão) geraram o agravamento da liquidez dos bancos.  O primeiro a sumir do mapa foi o banco Bear Stearns. Ainda aí a crise não estava instalada. 

Ela chegou numa manhã de segunda feira, 17 de setembro, quando o banco Lehmann Brothers, pressionado por executivos do setor público, pediu concordata, enquanto a Merrill Lynch saía do mercado, vendida ao Bank of America.  

A seguradora AIG tomou um empréstimo de US$ 85 bilhões, para superar a crise de liquidez causada pelo estoque de subprimes em seu poder, fechando o ano de 2008 com um prejuízo superior a US$ 99 bilhões. 

A crise do subprime deu vida às declarações de Ben Bernanke, CEO do FED, em cujo mandato as taxas de prime rate caíram de 5,25% para 0% anuais, e se iniciou o processo de quantitative easing, gerando recursos para comprar ativos financeiros dos bancos. 

Tudo buscando arrumar a desordem do mercado de crédito, "ferramenta essencial do homem moderno".

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