cobertura cambial

Obrigação legal de que exportadores vendam à autoridade monetária a moeda estrangeira que recebem, recebendo em troca moeda local.

Compreende receitas de exportações, resultados financeiros de aplicações externas e outros itens semelhantes.

Representa acumulação de recursos em moeda estrangeira, pelo Banco Central, ficando disponível para pagamentos de importações de bens e serviços, fretes, royalties, dividendos e serviços da dívida externa, entre outros.

Reduzida a 70% dos saldos em 2006, foi extinta em março de 2008.

enfin. A cobertura cambial foi uma prática iniciada no Brasil na chamada Era Vargas, nos idos dos anos 1930.

O governo a considerava um instrumento necessário à administração do câmbio em face da contínua escassez de moeda forte nas contas nacionais.

Com sua extinção, exportadores e investidores podem manter depósitos de recursos em moeda forte em outros países, atenuando custos de conversão de moedas, que incidem sobre as exportações e simplificando as operações, através da diminuição da burocracia do setor.
Os fluxos de dólares que resultam de transações comerciais passam a se assemelhar aos fluxos financeiros internacionais, transformando-se, a partir daí, em mais uma variável capaz de impactar o cenário macroeconômico, influenciada por: diferencial de juros interno e externo (operações de arbitragem), expectativa cambial e risco de default .

Em função dessas variáveis, as reservas em moeda forte podem se tornar escassas ou podem inundar o mercado nacional.

Numa situação, os superávits comerciais poderão não ser mais sinônimos de ingressos significativos de dólares no mercado de câmbio do País: os importadores enviarão dólares ao exterior em pagamento de suas operações, mas os exportadores não venderão necessariamente os seus dólares (ou euros) no mercado de câmbio local.

Na outra ponta da linha, a taxa de juros interna pode atrair capitais em demasia, e o fluxo de moeda forte oriundo de exportações buscará rendimentos extraordinários no mercado nacional, inundando o mercado brasileiro de moeda forte.

(Adaptado e condensado de estudo de João Sicsú, professor do Instituto de Economia da UFRJ)

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